ORIENTAÇÃO
A EVENTOS
Orientação
a eventos é uma técnica que altera profundamente
a maneira de estruturar programas, especialmente os
interativos. A idéia é trabalhar em três níveis: eventos,
rotinas associadas e rotinas de apoio/biblioteca.
O nível dos eventos é, na verdade, uma coleção de ações
que podem ser detectadas por um módulo chamado gerenciador
de eventos (event dispatcher). Estas ações podem ser
do usuário sobre os dispositivos de entrada (clicar
o mouse ou digitar algo, por exemplo), também podem
ser sinais do hardware (dados chegando no modem, tiques
de relógios, etc.) ou de software (outros módulos ou
mesmo outros programas podem lançar eventos). Cada ação
percebida é codificada e caracterizada como um evento.
A cada evento está associada uma rotina que é disparada
quando seu evento ocorre. Estas rotinas ligadas formam
o nível de rotinas associadas. Cada rotina associada
pode chamar rotinas de apoio ou de biblioteca que a
ajudam a realizar uma determinada tarefa. As rotinas
de apoio e biblioteca formam o terceiro nível.
Normalmente, não se associam rotinas de biblioteca diretamente
a eventos, sendo isto considerado um mau hábito de programação.
Os eventos não têm nenhuma restrição temporal, podendo
ser atendidos simultaneamente (se a máquina e o sistema
operacional o permitirem) ou não, e impõem uma mentalidade
diferente aos programadores (entrando aí conceitos como
multi-thread).
Assim, os programadores são forçados a separar o projeto
em duas partes: uma para a interface e outra para o
código. Na primeira parte, monta-se a interface com
o usuário e com outros elementos que possam mandar mensagens
para o programa.
Na segunda, cria-se o código para lidar com estes eventos.
Como não se tem certeza da ordem da execução das rotinas
associadas, cada uma delas tende a ter um alto grau
de independência em relação às demais, incentivando
uma programação mais "limpa" que alivia o
trabalho do programador, evitando que ele se preocupe
com o fluxo no código.
Geraldo
César dos Santos Guerra (APS - Fromsoft) |
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REFLEXÃO
SOBRE ASSOCIAÇÃO
Associação
é algo muito sério, principalmente no mundo globalizado
de hoje, mas é algo tão primitivo quanto a criação do
universo ou o surgimento do ser vivo. Para variar, basta
observarmos a natureza: a associação de prótons, elétrons
e nêutrons formando o átomo, a associação de moléculas
formando organismos, a associação e estruturação de
abelhas numa colméia, a associação de hienas formando
um forte grupo de ataque, a associação de búfalos em
bando de defesa, etc.
No mundo dos negócios, estamos vivenciando uma grande
movimentação nesse sentido, em todos as atividades:
grandes, médias e pequenas empresas se fundindo, formação
de redes objetivando poder de compra (farmácias, sacolões,
etc.) , o boom do franchising, a crescente formação
de cooperativas, e muitos outros movimentos.
As associações de classes não são novidade, mas com
enfoque no mundo dos negócios globalizados de hoje,
podemos observar que elas são peças fundamentais, representando
poder.
A ABPC - Associação Brasileira de Programadores Cobol,
como exemplo de força e determinação de seus associados
e colaboradores, está formada com os seguintes objetivos:
* Poder político: defender os interesses
dos associados como profissionais e como consumidores
* Poder mercadológico: promover a linguagem
divulgando o status tecnológico em que se situa. Demonstrar
a linguagem como base de grandes produtos, serviços
e soluções, objetivando a satisfação de usuários e empresários.
Apoiar as iniciativas de negócios Cobol.
* Poder da informação: fornecer aos
associados o máximo de informação possível sobre Cobol.
Promover infra-estrutura de ensino, cultura e nacionalização
do Cobol.
Geraldo
César dos Santos Guerra (APS - Fromsoft) |
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